Tokenização: Argentina vs Europa, Dois Modelos Regulatórios
A CNV da Argentina e um especialista regulatório europeu comparam dois modelos de tokenização: o token espelho argentino frente ao token nativo do MiCA e MiFID, com o registro de PSAV, as ERIR e o regime piloto
25min · Gravação completa de 08/10/2025 em Main Stage. Também disponível no YouTube.
Tokenização: Argentina vs Europa, dois modelos regulatórios
Visão geral
Como a tokenização é regulada de cada lado do Atlântico? Neste diálogo da MERGE Madrid, a Comissão Nacional de Valores (CNV) da Argentina e um especialista regulatório europeu comparam duas abordagens muito distintas: o modelo de “token espelho” argentino frente ao modelo de “token nativo” da União Europeia, revisando MiCA, MiFID, o registro de provedores e as infraestruturas de mercado.
O que você aprenderá
- Token espelho vs token nativo: duas formas de representar um valor
- A abordagem argentina: registro de PSAV e integração com o mercado de capitais
- A abordagem europeia: MiCA, MiFID, DORA e o regime piloto
- O que cada regime cobre: criptoativos, instrumentos financeiros e stablecoins
- Liquidação: de T+2 a T+0 e a liquidação atômica
- Desafios: reformas legais, dinheiro tokenizado e confiança do investidor
Resumo da sessão
O modelo argentino: a CNV da Argentina explica como, sem uma lei marco cripto, criou uma regulação para os provedores de serviços de ativos virtuais (PSAV, com mais de 100 inscritos segundo a palestra) e optou pelo “token espelho”: o token é uma nova forma de representação de um título, com garantia de poder voltar à representação tradicional.
O modelo europeu: o especialista regulatório descreve como o MiCA regula provedores, produtos e mercados de criptoativos (exceto os instrumentos financeiros, que vão para o MiFID, e as stablecoins) e como o modelo de “token nativo” permite emitir e negociar on-chain, com a inscrição no DLT com plenos efeitos.
Licenças e infraestruturas: compara-se o registro de PSAV argentino com o regime europeu (passaporte MiCA, licenças MiFID, a figura espanhola ERIR e o regime piloto), apontando o efeito do DORA nos prazos de autorização.
Outras fórmulas: mencionam-se emissões de grandes provedores nos EUA (com lastro ou como derivativos) e esclarece-se que, no modelo espelho argentino, não há “ativo subjacente”, e sim uma forma de representação do próprio valor.
Liquidação e desafios: ambos destacam o avanço rumo à liquidação imediata (T+0 e liquidação atômica) e os desafios pendentes: na Argentina, reformas legais e fiscais e estabilidade jurídica; na Europa, o dinheiro tokenizado e o euro digital atacadista, o direito falimentar e a cultura institucional.
Assista à palestra completa
Assista à gravação completa no canal do YouTube da MERGE, com a CNV da Argentina e um especialista regulatório europeu sobre os modelos de tokenização.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre token espelho e token nativo?
Segundo a palestra, o token espelho (Argentina) reflete um título com uma representação tradicional à qual se pode voltar; o token nativo (Europa) nasce e é negociado on-chain.
O que o MiCA regula e o que não?
Segundo a palestra, o MiCA regula criptoativos, provedores e mercados, exceto os instrumentos financeiros (MiFID) e as stablecoins (supervisão bancária).
O que são os PSAV na Argentina?
Segundo a palestra, os provedores de serviços de ativos virtuais, inscritos em um registro e integrados ao mercado de capitais.
Isto é assessoria de investimento?
Não. Este conteúdo é informativo e resume o exposto no diálogo; não constitui assessoria de investimento nem jurídica. Consulte um profissional para o seu caso concreto.