Mercados de Capital Tokenizados: Valor, Riscos e Futuro
Texture Capital, Raiffeisen Bank International e Acetera debatem os mercados de capital tokenizados: onde está o valor real, o que freia a adoção, interoperabilidade, regulação e os próximos passos
30min · Gravação completa de 09/10/2025 em Main Stage. Também disponível no YouTube.
Mercados de capital tokenizados: valor real, riscos e próximos passos
Visão geral
A tokenização passou de conceito marginal a tema central de Wall Street. Neste painel da MERGE Madrid, Texture Capital (com a layer 1 Choreium), Raiffeisen Bank International e Acetera analisam onde a tokenização cria valor real nos mercados de capital, o que a freia e como avançar de forma responsável, com perspectivas institucional, bancária e de infraestrutura.
O que você aprenderá
- Onde está o valor: fracionamento de ativos e fundos tokenizados
- EUA vs Europa: ritmos distintos e o papel do Genius Act e do MiCA
- Quem se beneficia: instituições hoje, usuários retail no médio prazo
- O que freia: tecnologia, regulação, proteção ao consumidor e maturidade
- Interoperabilidade e padrões: o desafio de conectar cadeias, KYC e padrões de token
- Como avançar: produtos atrativos, mercados secundários e diálogo com o regulador
Resumo da sessão
O momento da tokenização: constata-se que grandes nomes (NASDAQ, S&P, Goldman Sachs, BNY Mellon, DTCC) e a própria Robinhood impulsionam a tokenização, que já não é teórica, mas uma realidade em andamento.
Onde está o valor: do lado bancário (Raiffeisen Bank International) destaca-se o fracionamento de ativos de alto valor (imóveis, arte, commodities) para abri-los a mais investidores; da infraestrutura (Texture Capital) ressalta-se o valor de ter a propriedade e o dinheiro no mesmo registro e a adoção atual de fundos tokenizados pelas instituições.
EUA vs Europa: da Acetera (com experiência prévia no London Stock Exchange Group) comentam-se os ritmos distintos, o impulso esperado do Genius Act nos EUA para resolver a “perna de caixa” com stablecoins e o avanço europeu em mercados privados.
O que freia: citam-se a aversão ao risco das grandes organizações, a cautela com as redes públicas, a proteção ao consumidor e a pressão regulatória; da infraestrutura explica-se como abordar o risco no nível de protocolo (clawbacks, mensageria ISO 20022, monitoramento AML).
Inovação e regulação no setor bancário: propõem-se um framework de inovação com KPIs, as provas de conceito, o diálogo precoce com o regulador e o uso de sandboxes (como o regime piloto DLT) para combinar conformidade e inovação.
Interoperabilidade e futuro: identifica-se a falta de padronização (cadeias, KYC, padrões de token) como grande desafio e defende-se competir contra o “mundo analógico”, não entre plataformas; como próximos passos pedem-se produtos atrativos, mercados secundários, mais clareza regulatória (MiCA e MiFID) e aproveitar o momentum das stablecoins, com casos como um fundo de VC tokenizado em El Salvador e um horizonte estimado de 5 a 10 anos.
Assista à palestra completa
Assista à gravação completa no canal do YouTube da MERGE, com Texture Capital, Raiffeisen Bank International e Acetera sobre mercados de capital tokenizados.
Perguntas frequentes
Que valor real a tokenização dos mercados de capital agrega?
Segundo o painel, o fracionamento de ativos de alto valor, fundos tokenizados e, no futuro, ter a propriedade e o dinheiro no mesmo registro.
O que freia hoje a adoção?
A aversão ao risco das instituições, a cautela com redes públicas, a proteção ao consumidor, a falta de padronização e a regulação.
Quem se beneficia primeiro?
Hoje, sobretudo as instituições (com fundos tokenizados); o valor para o usuário retail chegaria no médio prazo, segundo a palestra.
Isto é assessoria de investimento?
Não. Este conteúdo é informativo e resume o exposto no painel; não constitui assessoria de investimento. Consulte um profissional para o seu caso concreto.
Riley Kaminer
Founder and Journalist em Clear Critical