Blockchain: Públicas vs Privadas, Camadas e Pontes
A Ethereum Foundation, a BSV Association, a Izertis e a Alastria debatem a infraestrutura blockchain para empresas: públicas vs privadas, escalabilidade em L1 e L2, pontes e interoperabilidade, governança e compliance
30min · Gravação completa de 08/10/2025 em Main Stage. Também disponível no YouTube.
Infraestrutura blockchain: públicas vs privadas, camadas e pontes
Visão geral
Que infraestrutura blockchain as empresas precisam? Neste painel da MERGE Madrid, a Ethereum Foundation, a BSV Association, a Izertis e a Alastria debatem um dos grandes temas do setor: blockchains públicas frente a privadas (e permissionadas), a escalabilidade em camada 1 e camada 2, as pontes e a interoperabilidade, e o papel central da governança e do compliance.
O que você aprenderá
- Pública vs privada: por que as empresas valorizam governança e auditoria
- Permissionada: infraestruturas públicas para leitura e permissionadas para escrita
- Escalabilidade: a abordagem de camada 2 frente ao escalonamento em camada 1
- Pontes: riscos de segurança e interoperabilidade entre cadeias
- Identidade e compliance: eIDAS 2, GDPR e a rastreabilidade legal
- O futuro: a convergência do público e do privado para o usuário
Resumo da sessão
Pública vs privada: a Izertis e a Alastria explicam que muitas empresas e governos trabalham com infraestruturas públicas-permissionadas (públicas para ler, permissionadas para escrever) e que o que mais pesa não é só a descentralização ou a escalabilidade, mas a governança, a auditoria e o compliance.
A abordagem da Ethereum: a Ethereum Foundation defende a liderança da cadeia pública por sua resiliência, resistência à censura e neutralidade credível, e como o roteiro (escalar a L1, escalar os “blobs” para as L2 e melhorar a UX) abre a porta às instituições.
A abordagem da BSV: a BSV Association aposta em escalar na camada 1 (com a atualização Teranode e uma meta citada de um milhão de transações por segundo, segundo a palestra), defendendo que as empresas preferem uma única cadeia “barata, rápida e segura” e em conformidade com a regulação.
Pontes e interoperabilidade: o painel concorda que a segurança é o grande desafio das pontes (com hacks como exemplo); a Ethereum destaca a importância das pontes “canônicas” L1-L2 e do “escape hatch”, e a Izertis ressalta que as pontes devem ser mais rígidas em compliance e colocar o usuário e a identidade digital no centro.
Escalabilidade e governança: contrastam-se o modelo multicamada (L2/L3 para casos específicos) e o escalonamento em L1, apontando que escalar para instituições implica mais atores, mais registros de confiança e, sobretudo, mais desafios de governança.
O futuro: os painelistas preveem uma convergência entre o público e o privado (cadeias híbridas, camadas de liquidação compartilhadas) em que a blockchain será transparente para o usuário final.
Assista à palestra completa
Assista à gravação completa no canal do YouTube da MERGE, com a Ethereum Foundation, a BSV Association, a Izertis e a Alastria sobre infraestrutura blockchain.
Perguntas frequentes
Pública ou privada para empresas?
Segundo a palestra, muitas escolhem infraestruturas públicas-permissionadas, priorizando governança, auditoria e compliance sobre a pura descentralização.
Por que as pontes são arriscadas?
Segundo a palestra, pela segurança: sofreram hacks e levantam complexos problemas legais e de responsabilidade.
Como se escala uma blockchain?
Segundo a palestra, há duas abordagens: escalar via camada 2 (caso da Ethereum) ou escalar diretamente na camada 1 (caso da BSV).
Isto é assessoria jurídica ou de investimento?
Não. Este conteúdo é informativo e resume o exposto no painel; não constitui assessoria jurídica nem de investimento. Consulte um profissional para o seu caso concreto.
Sol Cinosi
Regional Ambassador (Views My Own) em Association for Women in Cryptocurrency