Compliance em Criptoativos: O Papel das Mulheres na Regulação e Confiança do Mercado

Perspectivas de NOMOS, Ripio e Verif sobre regulação, educação e parcerias no ecossistema cripto

Fecha: 18/03/2026
16:00h. - 16:30h.
Lugar: BingX Stage

Gravação completa de 18/03/2026 em BingX Stage. Também disponível no YouTube.

Contexto e Introdução

Painel exclusivamente feminino na explorando o papel fundamental de compliance na regulação emergente de ativos de criptografia no Brasil e América Latina. Participantes: Ana Paula Tremaroli (Chefe de Câmbio, NOMOS/XP), Renata (Compliance, Ripio), Juliana (KYC/AML, Verif), moderado por Tati. Foco em como a regulação do Banco Central cria oportunidades, desafios de conformidade e transformação de compliance de "fricção" para "aliado estratégico".

Pontos Principais de Aprendizado

  • Oportunidades Regulatórias: Regulação do Banco Central do Brasil não inibe mas incentiva tecnologia e inovação. Historicamente, regulações anteriores (SCD para fintech de crédito, Pix para pagamentos) geraram crescimento exponencial de instituições participantes. Regulação de criptoativos seguirá mesmo padrão.
  • Compliance como Aliado, Não Fricção: Mudança paradigmática: compliance não é "cinto de segurança" (medida punitiva) mas catalisador de crescimento sustentável. Compliance minimiza riscos, constrói confiança, permite expansão responsável, não inibe negócio.
  • Educação do Mercado: Construção de confiança requer educação persistente interna e externa. Mercado precisa entender stablecoins, por que validações/documentos/biometria são necessários. Educação = democratização de acesso = crescimento do ecossistema.
  • KYC como Vantagem Competitiva: KYC bem executado não é apenas compliance mas estratégia de crescimento. Conhecer perfil e comportamento do usuário permite aprovação/rejeição mais rápida, evitar fraude, direcionar usuários de qualidade. CAC baseado apenas em entrada é incompleto; custo total de usuário inclui vida útil na plataforma.
  • Travel Rule e Regulação Complexa: Travel Rule (requisito de identificação em transferências cripto) assusta inicialmente mas força ergonomia e maturação do mercado. Requer coordenação intra-empresa (produto, engenharia, compliance, suporte, vendas) e inter-empresa do ecossistema.
  • Compliance como Responsabilidade Coletiva: Compliance não é responsabilidade de área única: é de todos. Do suporte às vendas, todos devem reconhecer sinais de risco. Problema de fraude é pós-mortem custosíssimo; melhor prevenção conjunta.

Características e Metodologia

NOMOS (XP): Provedor de soluções financeiras com 9 bilhões sob custódia, 100+ soluções, 150.000 clientes. Foco em educação de investidor e assessor sobre stablecoins, crossborder, regulação. Trabalha com governança interna capacitando times sobre operações via stablecoins.

Ripio: Exchange argentina com 7-8 anos no Brasil, 13-14 anos globalmente, presente em 7 países. Já opera sob regulações em múltiplos mercados. Compliance traz visão de mercado tradicional regulado aplicada a cripto. Time compliance, governança, riscos, auditoria transferido de banca tradicional.

Verif: Empresa estoniana de KYC/AML com 10 anos em cripto. Serviços: validação de identidade, detecção de fraude, liveness contra deepfakes, conformidade com travel rule. Integrada com múltiplas plataformas (1 de cada 4 transações globais passa por Verif).

Diferenciadores e Desafios

Diferenciadores: (1) Perspectiva feminina em compliance/regulação ainda sub-representada; (2) Experiência cross-domain: NOMOS de produtos/investidores, Ripio de mercados regulados multinacionais, Verif de tecnologia antifraude; (3) Foco em compliance como enablement (acelera negócio) não como fricção.

Desafios: (1) Compliance visto como custo, não investimento; (2) Ferramentas compliance caras (embora ROI justificável); (3) Fragmentação de compliance em silos permite que fraude se aproveite; (4) Educação de mercado requer persistência; (5) Implementação de Travel Rule complexa mas necessária; (6) Regulação ainda em ajustes (ex: capital mínimo para VASPs).

Síntese

Regulação do Banco Central é oportunidade, não ameaça. Compliance é aliado estratégico que garante sustentabilidade, reputação e confiança do cliente. Mercado cripto brasileiro está em momento de maturação onde compliance diferencia empresas vencedoras das que fracassam. Educação persistente é chave: quando investidores entendem "por quê" de validações e regulação, adotam serviços. Compliance deve funcionar como organismo único: produto, engenharia, suporte, vendas, compliance. Mulheres em liderança de compliance trazem perspectiva valiosa. 2026 será ano desafiador mas 2027 "começará com tudo". ROI de anti-fraude comprovado (Uber: $35M economizados em um ano). Futuro: ecossistema cripto maduro, regulado, seguro, com confiança construída dia a dia.

Moderador
Tatiana Guazzelli, Legal Advisor em Pinheiro Neto Advogados and ABToken
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