A Carteira do Futuro: De Bitcoin à Tokenização
Por que o 60/40 morreu: stablecoins, real world assets e infraestrutura cripto na era da longevidade (reflexão, não aconselhamento)
20min · Gravação completa de 09/10/2025 em CAM Builders Stage. Também disponível no YouTube.
A carteira do futuro: do 60/40 à tokenização
Visão geral
O clássico portfolio 60/40 já não basta para uma vida mais longa. Nesta palestra da MERGE Madrid, a eToro propõe uma reflexão sobre como uma carteira de investimento deveria evoluir: passar de Bitcoin como ouro digital para se posicionar na infraestrutura da tokenização, para onde hoje fluem o interesse e o capital. Não é um convite a investir, mas a repensar a carteira do futuro.
O que você aprenderá
- Por que o 60/40 morreu: renda fixa que já não paga e a era da longevidade
- Tecnologias exponenciais na carteira: de Bitcoin (2016-2017) à tokenização
- As verticais de crescimento: stablecoins, renda fixa tokenizada e real world assets
- Investir por camadas: infraestrutura L1 (Ethereum, Solana), aplicações e tokens
- Players-chave: Coinbase, Circle, Ondo, Securitize, Chainlink, Fireblocks, Lido, Aave
- Gestão de risco e fronteira eficiente: ponderar cripto conforme o perfil do investidor
Resumo da sessão
Antecipar-se ao mercado: a palestra lembra que já em 2016 se escrevia que blockchain era o futuro e em 2017 se propunha de 3-5% de Bitcoin na carteira; hoje essa tese já não basta porque o Bitcoin subiu muito e se busca o próximo salto.
O 60/40 morreu: com a renda fixa que mal paga e uma expectativa de vida na Espanha em torno dos 83 anos, os modelos clássicos que reduzem risco ao se aproximar a aposentadoria não bastam para cobrir mais anos de vida, gastos médicos, dependência e requalificação profissional.
De Bitcoin à tokenização: cita-se um assessor independente dos EUA que aloca entre 10% e 40% em cripto; propõe-se deixar o Bitcoin como colateral macro (em torno de 10-15%) e deslocar o peso para a infraestrutura de tokenização, com crescimentos esperados (CAGR próximo de 40% até 2030).
Três verticais de crescimento: stablecoins (de cerca de 300 bilhões de dólares para entre 1 e 5 trilhões, com casos de uso reais de pagamentos para os 4 bilhões de pessoas sem acesso ao dólar); renda fixa tokenizada de curto prazo (fundo monetário tokenizado da BlackRock, 4-5 trilhões até 2030) e sua derivada em DeFi; e real world assets (real estate, private equity, ações e fundos tokenizados, cerca de 30 trilhões até 2034).
Como investir, por camadas: distingue-se a infraestrutura (L1 como Ethereum ou Solana), as aplicações e os tokens; o mais simples e menos arriscado é posicionar-se na camada base, observando a política inflacionária e a atividade de desenvolvedores.
Players para acessar: mencionam-se Coinbase e Kraken, Circle (USDC, já listada), Ondo Finance, Securitize (com BlackRock), Centrifuge, Chainlink (oráculos), Fireblocks e Onyze (custódia) e Lido (staking); ressalta-se que o momento de entrada e a ponderação dependem do perfil de risco.
Assista à palestra completa
Assista à gravação completa no canal do YouTube da MERGE, com a reflexão da eToro sobre a carteira do futuro, a tokenização e o fim do 60/40.
Perguntas frequentes
Por que se diz que o 60/40 morreu?
Porque a renda fixa já não oferece os retornos de antes e a maior expectativa de vida exige carteiras que continuem crescendo por mais anos; por isso se incorporam tecnologias exponenciais.
O que é a carteira do futuro segundo esta palestra?
Uma carteira que mantém o Bitcoin como colateral macro e aumenta o peso na infraestrutura da tokenização (stablecoins, real world assets, L1), sempre ajustada ao perfil de risco.
Como se pode investir em tokenização?
Por camadas: infraestrutura (Ethereum, Solana), aplicações e tokens, ou através de empresas listadas e protocolos que canalizam essa demanda, como Coinbase, Circle, Ondo ou Securitize.
Isto é aconselhamento financeiro?
Não. A palestra ressalta que é uma reflexão, não um convite a investir; qualquer decisão deve ser tomada conforme o perfil de cada investidor e, se for o caso, com aconselhamento profissional.