Tokenização de Ativos Reais: Liquidez, Acesso e Regulação
Natec, Bricken e Data Law debatem a tokenização de ativos do mundo real: crédito privado em mercados emergentes, tokenização como serviço, o marco regulatório espanhol, liquidez e interoperabilidade
40min · Gravação completa de 09/10/2025 em Business Stage. Também disponível no YouTube.
Tokenização de ativos reais: desbloquear liquidez e acesso
Visão geral
Tokenizar um ativo o torna automaticamente mais líquido? Neste painel da MERGE Madrid, Natec, Bricken e Data Law analisam a tokenização de ativos do mundo real (RWA): o crédito privado em mercados emergentes, a tokenização como serviço, o marco regulatório espanhol e os grandes desafios pendentes, como a liquidez e a interoperabilidade.
O que você aprenderá
- Crédito privado e RWA: como a blockchain ajuda a fechar a lacuna de financiamento em mercados emergentes
- Tokenização como serviço: infraestrutura modular, white label e API para emissores
- Marco regulatório espanhol: MiCA, o regime piloto, a lei do mercado de valores e a figura da EIR
- Tokenização não é liquidez: por que é preciso demanda, informação e “trilhos” adequados
- Interoperabilidade: o desafio de conectar cadeias, custódios e padrões
- O futuro: mercados secundários regulados e ativos financeiros nativos on-chain
Resumo da sessão
Crédito privado em mercados emergentes: a Natec explica como sua plataforma estrutura e padroniza oportunidades de crédito privado para conectar pequenas e médias empresas de economias emergentes a investidores institucionais globais, usando a blockchain como camada de infraestrutura já “commodity”.
Tokenização como serviço: a Bricken propõe que a infraestrutura de tokenização deve se adaptar ao contexto do emissor (e não o contrário), oferecendo módulos, white label e API em modalidade “plug and play” para acelerar o go-to-market cumprindo o compliance.
Marco regulatório na Espanha: a Data Law revisa o estado da regulação (MiCA, o regime piloto e a reforma da lei do mercado de valores que permite representar instrumentos financeiros com tecnologia DLT), a figura da EIR (entidade que registra e inscreve os tokens) e o papel da CNMV.
Tokenização não é liquidez: o painel concorda que tokenizar um ativo não o torna automaticamente líquido; oferece “trilhos” para movê-lo mais facilmente, mas a liquidez requer demanda real, boa informação e um ativo subjacente atrativo.
Interoperabilidade: identifica-se a falta de interoperabilidade entre cadeias, custódios e padrões como um freio à profundidade de mercado, e menciona-se o impulso de novos padrões para conectar ativos tokenizados.
O futuro e a confiança: prevê-se que em poucos anos a tokenização seja tão normal que se deixe de falar dela, com ativos financeiros on-chain e mercados secundários regulados; a chave é a colaboração entre plataformas tecnológicas, reguladores e instituições financeiras e a proteção ao investidor.
Assista à palestra completa
Assista à gravação completa no canal do YouTube da MERGE, com Natec, Bricken e Data Law sobre tokenização de ativos reais.
Perguntas frequentes
Tokenizar um ativo o torna mais líquido?
Não necessariamente. Segundo o painel, a tokenização oferece “trilhos” para mover o ativo, mas a liquidez requer demanda, informação e compradores.
O que é a tokenização como serviço?
É um modelo em que um provedor oferece a infraestrutura de tokenização (módulos, white label, API) para que empresas e instituições emitam e gerenciem tokens cumprindo a regulação.
O que é uma EIR na Espanha?
É a entidade que registra e inscreve os tokens (instrumentos financeiros em DLT) e permite à CNMV controlar a emissão, conforme exposto no painel.
Isto é assessoria de investimento?
Não. Este conteúdo é informativo e resume o exposto na palestra; não constitui assessoria de investimento, jurídica nem fiscal. Consulte um profissional para o seu caso concreto.
Graziela Deretti
Head of Brazil Business Development em MERGE