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DeFi e Regulação: Autocustódia, Segurança e Compliance

1inch e Black Vogel debatem por que e como regular DeFi: proteção ao usuário, auditorias de smart contracts, monitoramento de wallets, inclusão financeira e regular no nível do código

Data: 09/10/2025
11:20h. - 11:50h.
Local: CAM Builders Stage

30min · Gravação completa de 09/10/2025 em CAM Builders Stage. Também disponível no YouTube.

DeFi e regulação: autocustódia, segurança e compliance

Visão geral

É preciso regular tudo em DeFi e como fazer isso sem quebrar sua essência? Neste painel da MERGE Madrid, a 1inch e a consultoria Black Vogel debatem as implicações legais das finanças descentralizadas: por que se regula, em que a DeFi difere dos bancos e das exchanges centralizadas, e como a própria indústria aporta segurança de forma voluntária.

O que você aprenderá

  • O que é DeFi: finanças sem intermediário central nem custodiante, onde os smart contracts executam tudo de forma automática
  • Por que regular: a proteção ao usuário como verdadeiro objetivo, não a burocracia
  • DeFi vs TradFi vs CEX: diferenças de tamanho, maturidade e risco entre bancos, exchanges centralizadas e DeFi
  • Segurança voluntária: auditorias de smart contracts, monitoramento de wallets e ferramentas como Chainalysis ou TRM Labs
  • Limites do KYC e educação do usuário: “suas chaves, seu dinheiro” e a responsabilidade pessoal
  • Regular no nível do código: sandboxes e certificação de auditores de smart contracts para preservar a autocustódia

Resumo da sessão

O que é DeFi e sua escala: esclarece-se que na DeFi não há intermediário central nem custodiante (os smart contracts executam tudo) e que seu tamanho ainda é pequeno frente às finanças tradicionais: um valor total bloqueado de cerca de 150-200 bilhões de dólares, frente a centenas de trilhões em TradFi, o que convém ter em conta ao regular.

Por que e para quem se regula: o painel concorda que o objetivo da regulação deve ser a proteção do usuário, e distingue três planos: banca tradicional, exchanges centralizadas (com certo compliance) e DeFi.

Segurança voluntária da indústria: explica-se que muitos atores aplicam medidas de segurança sem que a lei exija, porque convém ao usuário e ao negócio: auditorias contínuas de smart contracts, monitoramento de wallets no nível da blockchain e provedores como Chainalysis ou TRM Labs para detectar e bloquear atividade suspeita.

O caso da 1inch: como um dos maiores agregadores de DEX por volume, descreve que não custodia fundos nem coleta dados pessoais, que é uma das firmas mais auditadas da DeFi (com 15-20 auditores, por exemplo ao integrar a Solana) e que reembolsou de forma proativa usuários afetados por um hack de front-end apesar de não ter obrigação legal.

Educação e responsabilidade do usuário: ressalta-se que a DeFi muda o paradigma (“suas chaves, seu dinheiro”): se você perde suas chaves não há a quem recorrer, por isso a educação do usuário é essencial para distinguir uma fraude ou hack de uma má prática própria.

Impacto real e inclusão financeira: defende-se abordar os reguladores com exemplos concretos de impacto, como o Ethics Hub (financiamento de pequenos cafeicultores do sul global excluídos da banca) ou alianças com organismos como o PNUD, para demonstrar o valor agregado dessas tecnologias.

Regular no nível do código: diante da falta de um ator central, propõe-se regular o código por meio de sandboxes que certifiquem as firmas auditoras de smart contracts (como a OpenZeppelin), seguindo iniciativas como a de Gibraltar, para aportar garantias sem renunciar à autocustódia; também se menciona o caso Tornado Cash e as diferenças de segurança entre os diferentes atores de DeFi.

Assista ao painel completo

Assista à gravação completa do painel no canal do YouTube da MERGE, com a 1inch e a Black Vogel sobre DeFi, regulação e autocustódia.

Perguntas frequentes

O que é DeFi?
São as finanças descentralizadas: serviços financeiros sem um intermediário central nem um custodiante, nos quais os smart contracts executam as operações de forma automática e o usuário mantém a autocustódia dos seus fundos.

Por que se regula a DeFi?
Segundo o painel, o objetivo da regulação deve ser proteger o usuário e criar um ambiente seguro, não a burocracia em si; a confiança favorece a adoção.

Como a indústria aporta segurança sem que a lei exija?
Com auditorias contínuas de smart contracts, monitoramento de wallets no nível da blockchain e provedores de análise como Chainalysis ou TRM Labs para detectar e bloquear atividade suspeita.

O que significa regular no nível do código?
Regular o código em vez de um intermediário inexistente, por exemplo certificando por meio de sandboxes as firmas que auditam os smart contracts, para aportar garantias sem renunciar à autocustódia.

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