Stablecoins: a Batalha Regulatória entre EUA e Europa
Mastercard, TRM Labs e uma exchange latino-americana debatem a ascensão das stablecoins: o Genius Act e o MiCA, o euro digital, a geopolítica do dólar, o crime on-chain e o impacto social na América Latina
40min · Gravação completa de 09/10/2025 em Main Stage. Também disponível no YouTube.
Stablecoins: a batalha regulatória entre EUA e Europa
Visão geral
Quem está vencendo a batalha das stablecoins, Washington ou Bruxelas? Neste painel da MERGE Madrid, Mastercard, TRM Labs e uma exchange latino-americana debatem a ascensão das stablecoins, as abordagens opostas do Genius Act e do MiCA, o papel do euro digital, a geopolítica do dólar, a prevenção do crime on-chain e o impacto social das stablecoins na América Latina.
O que você aprenderá
- Genius Act vs MiCA: inovação e dólar frente a proteção e estabilidade
- O euro digital: por que gera dúvidas e por que não usaria blockchain por enquanto
- Geopolítica do dólar: extraterritorialidade, sanções e soberania
- Bancos e big tech: stablecoins privadas, depósitos e juros
- Crime on-chain: por que atrai atores ilícitos e como é combatido
- Impacto na LatAm: remessas, inflação e um caso de uso social
Resumo da sessão
EUA vs Europa: o painel concorda que não há um “lado correto” absoluto, apenas abordagens distintas. Os EUA apostam na inovação e em reforçar o dólar via stablecoins (com interesse também na demanda por dívida pública), enquanto a Europa prioriza a proteção do cidadão e a estabilidade financeira.
O euro digital: debate-se que um euro digital de varejo gera dúvidas (pouca demanda, possíveis limites de posse e, por enquanto, sem blockchain), embora faça sentido por soberania; vários painelistas acreditam que CBDCs e stablecoins coexistirão em trilhas distintas.
Geopolítica e soberania: aponta-se que quase todas as stablecoins estão atreladas ao dólar e que a extraterritorialidade das normas dos EUA poderia permitir congelar fundos além de suas fronteiras; mencionam-se o papel de hubs como Dubai e o ecossistema fechado da China.
Bancos, big tech e crime: a Mastercard explica como integra as stablecoins (cartões cripto, liquidação em stablecoins e uma rede multi-token); a TRM Labs aborda por que as stablecoins atraem atores ilícitos e como se trabalha com reguladores e forças da lei para congelar fundos.
Impacto social na LatAm: a exchange latino-americana ressalta o valor das stablecoins para baratear remessas (frente a tarifas de até 15% por vias tradicionais, segundo a palestra) e proteger do impacto da inflação, junto com a importância do KYC e da educação do usuário.
Assista à palestra completa
Assista à gravação completa no canal do YouTube da MERGE, com Mastercard, TRM Labs e uma exchange latino-americana sobre a batalha das stablecoins.
Perguntas frequentes
Quem vence a batalha das stablecoins, os EUA ou a Europa?
Segundo o painel, não há vencedor claro: são abordagens distintas (inovação e dólar vs proteção e estabilidade) que provavelmente coexistirão.
Por que quase todas as stablecoins estão em dólares?
Segundo a palestra, por uma vantagem histórica: surgiram primeiro em dólares e acumulam anos de volume; as atreladas ao euro ainda são minoria.
Por que se usam stablecoins na América Latina?
Segundo a palestra, sobretudo para remessas mais baratas e para se proteger da inflação e de moedas locais instáveis.
Isto é assessoria de investimento?
Não. Este conteúdo é informativo e resume o exposto no painel; não constitui assessoria de investimento nem jurídica. Consulte um profissional para o seu caso concreto.
Covadonga Fernandez
CEO em Observatorio Blockchain