Banca Tradicional e Cripto: Regulação e Tokenização
Santander, Bullish, N26 e uma empresa de infraestrutura cripto B2B analisam a adoção cripto da banca: Europa vs América Latina, MiCA e o registro de PSAV, stablecoins, pagamentos e tokenização
30min · Gravação completa de 09/10/2025 em Main Stage. Também disponível no YouTube.
Banca tradicional e cripto: regulação, stablecoins e tokenização
Visão geral
Em que estágio está a adoção cripto da banca tradicional? Neste painel da MERGE Madrid, com perspectivas da Espanha, Argentina e Reino Unido, Santander, Bullish, N26 e uma empresa de infraestrutura cripto B2B analisam a evolução do setor: o contraste entre Europa e América Latina, o marco regulatório (MiCA e o registro de provedores de serviços de ativos virtuais), as stablecoins, os pagamentos transfronteiriços e a tokenização.
O que você aprenderá
- Europa vs LatAm: investimento e diversificação frente a hedge e soluções
- Stablecoins: por que são a “fase zero” da tokenização
- MiCA: luzes e sombras da regulação europeia
- Registro de PSAV: o caso da Argentina e a convergência regional
- Modelos de negócio: trading institucional, B2B para bancos e banca de varejo
- Tokenização: dos mercados privados aos tokens para garantir empréstimos
Resumo da sessão
Europa vs América Latina: o painel descreve uma inversão de tendências. Na Argentina, segundo a palestra, cerca de 20% da população teve contato com cripto, sobretudo stablecoins como hedge contra a inflação, e começa a assumir mais risco; na Europa houve a passagem de uma abordagem especulativa para o uso de cripto como mais um ativo para diversificar carteiras.
Stablecoins e tokenização: argumenta-se que as stablecoins são a “fase zero” da tokenização e a base para casos de uso posteriores, com enorme potencial em ativos como o private equity e outros mercados ainda pouco digitalizados.
Regulação: a N26 e a Bullish valorizam o MiCA por trazer segurança jurídica e equilibrar o campo de jogo, embora com “sombras” (textos de nível 2 e 3, supervisão e áreas não cobertas como o DeFi). A Santander e a empresa B2B destacam o avanço da regulação na América Latina (Argentina, com um registro de PSAV com mais de 220 jogadores segundo a palestra; Uruguai, Chile, Brasil e México) e o papel de Liechtenstein como sede regulada.
Produtos e modelos: a Bullish oferece trading institucional; a empresa B2B dá aos bancos uma solução cripto regulada “chave na mão”; a N26 oferece compra e venda de cripto de forma simples apoiando-se em um parceiro de execução e custódia; e a Santander vê oportunidades em custódia, pagamentos locais e transfronteiriços e tokenização.
Em que estágio estamos?: os painelistas concordam que é uma fase inicial (entre o “ano zero” e os primeiros anos), comparável aos inícios da internet, com a distribuição via instituições tradicionais e a convergência entre banca, fintech e cripto como próximo grande marco.
Assista à palestra completa
Assista à gravação completa no canal do YouTube da MERGE, com Santander, Bullish, N26 e uma empresa de infraestrutura cripto B2B sobre banca tradicional e cripto.
Perguntas frequentes
Como a adoção cripto difere entre Europa e América Latina?
Segundo o painel, na LatAm pesam mais o hedge e as soluções (remessas, pagamentos, reserva de valor) e na Europa a diversificação de carteiras, embora as tendências estejam convergindo.
O que o MiCA traz para a banca?
Segundo a palestra, segurança jurídica, previsibilidade e um campo de jogo mais equilibrado, embora com aspectos a melhorar e áreas ainda não cobertas.
O que é o registro de PSAV na Argentina?
Segundo a palestra, um registro de provedores de serviços de ativos virtuais que dá marco aos provedores e segurança aos usuários, com mais de 220 jogadores.
Isto é assessoria de investimento?
Não. Este conteúdo é informativo e resume o exposto no painel; não constitui assessoria de investimento nem jurídica. Consulte um profissional para o seu caso concreto.
Fernando Quirós
Managing Editor em Cointelegraph en Español